Chico - Ou O País Da Delicadeza Perdida


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O país da delicadeza perdida é um especial que Chico Buarque estrelou para a televisão francesa em 1990. Se nos perdoarem a redundância, um especial realmente especial. E praticamente inédito. Nele, o compositor, letrista, cantor, personagem maior da música popular brasileira, passa em revista 25 anos de Brasil, "um país leve e sempre em movimento" no início da década de 60, quando ele começou a fazer música, mas "um país sem inocência" nos anos seguintes, como se mergulhado "na noite da grande fogueira desvairada". São entrevistas, canções de época, show comemorativo (dos 25 anos de carreira) na Fundição Progresso, cenas de filmes, tudo costurado para que se conheça, através de sua poesia em Música, um primeiro Brasil, o do futuro, o do otimismo, o da Lapa dos pais musicais de Chico, o da Copacabana que olhava para o alto, promovendo o encontro dos jovens compositores cá de baixo com as raízes africanas lá de cima (contraste, sim, mas não confronto), e também o da Ipanema de João Gilberto, o de Brasília, o de Rio 42, o dos astros e estrelas que nos visitavam, o da delicadeza. E, depois, no Brasil que se segue, ficção e realidade confundidas. Não se chega a descer ao inferno, mas perde-se o paraíso. A poesia, pouco a pouco, faz-se suja. E Chico Buarque, através dela, sintetiza o grito poético de uma época.

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50 min
1989
Brasil
RJ

Diretor: Nelson Motta, Walter Salles

Elenco: Chico Buarque

Sinopse: O país da delicadeza perdida é um especial que Chico Buarque estrelou para a televisão francesa em 1990. Se nos perdoarem a redundância, um especial realmente especial. E praticamente inédito. Nele, o compositor, letrista, cantor, personagem maior da música popular brasileira, passa em revista 25 anos de Brasil, "um país leve e sempre em movimento" no início da década de 60, quando ele começou a fazer música, mas "um país sem inocência" nos anos seguintes, como se mergulhado "na noite da grande fogueira desvairada". São entrevistas, canções de época, show comemorativo (dos 25 anos de carreira) na Fundição Progresso, cenas de filmes, tudo costurado para que se conheça, através de sua poesia em Música, um primeiro Brasil, o do futuro, o do otimismo, o da Lapa dos pais musicais de Chico, o da Copacabana que olhava para o alto, promovendo o encontro dos jovens compositores cá de baixo com as raízes africanas lá de cima (contraste, sim, mas não confronto), e também o da Ipanema de João Gilberto, o de Brasília, o de Rio 42, o dos astros e estrelas que nos visitavam, o da delicadeza. E, depois, no Brasil que se segue, ficção e realidade confundidas. Não se chega a descer ao inferno, mas perde-se o paraíso. A poesia, pouco a pouco, faz-se suja. E Chico Buarque, através dela, sintetiza o grito poético de uma época.

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