Plano de Aula

ELE NÃO ERA PIOR, SÓ DIFERENTE...

Frankenstein Punk
14/10/2010
Artes
Educação Infantil, Ensino Fundamental I
João Luíz de Almeida Machado


Tolerância é uma das palavras-chave para o mundo em que vivemos. Não há possibilidade de paz no horizonte se não admitirmos as diferenças que existem entre nós e percebermos que isso, na realidade, constitui riqueza essencial para a vida no planeta. É como a biodiversidade, ou seja, nossas particularidades pessoais existem para tornar o universo mais belo, possível e rico. Se todos fôssemos iguais, certamente o mundo seria deveras chato, não é mesmo. Então que olhemos para o outro, o próximo, como alguém que por suas características únicas torna o mundo um lugar muito mais interessante para se viver!
Discutir a tolerância e a aceitação das diferenças a partir deste curta-metragem de animação entre as crianças da educação infantil ou dos primeiros anos do ciclo fundamental I. Permitir que elas percebam que a riqueza está na diversidade, nas diferenças e que precisamos respeitar os outros.
Leia histórias que mostrem pessoas diferentes e como elas muitas vezes são incompreendidas e destratadas, ou seja, como são rejeitadas. Aproxime as histórias do cotidiano, mostrando que somos imperfeitos, mas que isso não constitui problema, pelo contrário, que todos são assim e que devemos nos aceitar e aos outros sem qualquer restrição. Para reforçar passe o curta Frankenstein Punk e peça a eles que depois contem a história vista, com cada criança sendo responsável por relatar um pequeno trecho. Concluam com atividades artísticas, como pintura ou colagem, buscando expressar a riqueza que há na diversidade e a necessidade da tolerância.
Certa vez fui ao cinema com meus filhos, ainda pequenos, para assistir Castelo Rá-Tim-Bum, o filme. Ao sairmos da sala, minha menina, então com 4 anos, virou-se para mim e disse o seguinte sobre o personagem Nino (Cássio Scapin), o menino bruxo de 400 anos: Ele não é pior, só é diferente... Havia aprendido a lição da tolerância numa sala de cinema. Que outras crianças possam também aprender tais ensinamentos no escurinho do cinema, numa sala de aula, na leitura de um livro...